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Não há sabedoria na morte,
Há morte aos poucos, aos lados.

Carvão que carbura o osso ruído no dia do luto
E no outro lado do infinito horizonte atlântico,
Um pranto em modo de canto.

Quando em vida um Homem morre,
Na morte do fogo do dia,
O liquido que comporta o luto,
É fogo de artifício em dia de festa.

A vizinha grita muda:
A criança começou a andar.
Força motriz dum ser a desfolhar
Um corpo de Homem numa alma sem género,
Que salta a fogueira para ser um pouco mais
E vai recta, sem querer,
À dianteira duma fria e disforme massa,
O corpo em que habita.

Gestos e palavras,
No cheiro do mundo
Envolto em podridão.

O dia encoberto
E o tubo de escape
Donde escapa um tiro no peito.

 

 

 

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