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O acordo era não escrever,
Não falar
Captar uma imagem apenas
A mesma, de dia e à noite

O tempo flutuava
Como um barco sobre as nuvens.
No silêncio ouvia-se o todo
Ou apenas uma fração da viagem

Pedras bravas e natureza inóspita,
Acompanhavam o fim da noite.
Por essa altura, já todos sabiam da minha existência
E olhavam-me como se eu não estivesse lá

O manto que tinha vestido
Mudava de cor como um camaleão
Aí eu era livre
Como um pássaro azul

De voo suave
Plumas selvagens
Rainha dum paraíso perdido
Sem o reflexo do estranho eu que me acompanhava

O mar limitado em quatro paredes
É fotografia.
A vida é lá fora,
Em campos verdes da água da chuva.

Chegar ao oásis e matar a sede
Do deserto que há em mim
É luz e corpo que flutua sem força gravitacional

Sem ver, apenas ouvir
Sorrir à canção do mundo
Casa do despertar

Atravessa a ponte que liga uma cidade à outra,
Sem prestar muita atenção ao ruído,
Querida árvore da vida.
Tu danças ao sabor do vento.

texto inspirado em algumas imagens do Mira Mobile Prize

 

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